Voltaire

Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Insônia.




Tento compreender tudo que aconteceu, mas é em vão.
Levanto-me novamente e percebo que no seu lugar,
Dorme a solidão.
Fui teimoso novamente e me entreguei, não pensei.
Afinal como eu seria capaz de pensar?
Cada vez que me olhava, simplesmente me perdia.
Ficava sem ar, quando então você me sorria.
Que ingênuo fui ao pensar que era o motivo de tantos sorrisos e suspiros.
Você pensava em outro enquanto estava nos meus braços.
Sem dar sinal me enganava com palavras sem sentido.
Talvez eu sinta saudades de ti por um tempo ainda,
Não irei mentir.
Mas sou forte e vou  dar a volta por cima
E quem sabe até encontrar alguém que vale a pena passar as noites em claro,
Apenas para admirar.
Por hora apenas te esquecer um pouco, já me basta.

( By Milla Sousa )

Malandro apaixonado.



Largado!
Rapaz fechado, não sabe falar de amor.
Não me elogia e me irrita com suas manias.
Intriga-me e me fascinas, pois somente tu sabes como me fazer sorrir.
Estou no meu canto e séria, nada quero dizer.
Disfarçadamente com um jeito bobo e palhaço de ser,
Rouba-me sorrisos e alegras o meu dia.
E de um jeito tímido, sussurras que me ama.
Então simplesmente me perco em teus olhos e
Sinto-me enfim protegida, não pela tua força.
Mas pelo teu amor.

(By Milla Sousa)

Prazer!






O teu cheiro ainda esta em meus lençóis e esquecer- te é tão difícil.
Que penso às vezes não ser capaz.
Hoje tive que ser forte ao passar por ti e vê outro te beijar.
Corrói-me por dentro e pedi ao tempo.
A solução!
Algo inexplicável aconteceu dentro de mim, uma força poderosa.
Queria te puxar, te amar e te convencer a ficar.
Aqui, somente aqui.
 Mas a noite já veio e cá estou, na chuva, molhado.
Pela chuva e pelas lágrimas de amor.
E no fundo sei que de nada adiantará gritar e gritar,
Pois essa saudade maldita ficou no teu lugar.
Embebeda-me de lembranças e me mata de saudades
Menina travessa!!

(By Milla Sousa)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sentimentos...


   

  Saudade, uma pequena palavra que contém toda uma história e significados traduzidos em sentimentos tão avassaladores. Saudade, sentimento que nós faz recordar e querer voltar aonde o tempo já não permite mais ou estar com quem já não nos é mais permitido às vezes por motivos tão bobos.
      Essa semana me surgiu uma dúvida, por conta de algo que aconteceu e intrigou mais ainda minha curiosidade (kk).  Porque os homens geralmente acham tão difícil ou vergonhoso  admitirem que estão morrendo  de saudades?
Por que é tão difícil para eles admitirem que estejam amando alguém independente que seja uma paixão, um amigo ou familiar?? 
      Queria saber a opinião masculina, pois algumas mulheres disseram apenas “são homens”, “gostam de bancar os durões”, pensar de uma forma generalizada é fácil, queria mesmo é saber a opinião masculina sobre isso.

Obrigada!!

(By Milla Sousa)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Novas formas!



"O modo como olha as estrelas, pode influenciar como será o teu céu. E o modo como sente a saudade pode mudar como estará o teu coração."

(By Milla Sousa)

Sabe tudo?!


"Não são suas escolhas que te faz errar, mas a louca e insensata certeza de estar certo a todo o momento."

(By Milla Sousa)

Gritos de sofrimento.





Hipócritas!
Riem de mim e de ti.
Fazem nos reclamar e ainda assim permanecermos quietos tantas vezes e presos na mesmice da falsa aceitação. Pois somos aqueles que saem de casa com medo por não saber se irão voltar.  Somos as mães que ficam com o coração apertado por verem seus filhos saírem de casa, pois sabem que dessa forma fica difícil protegê-los e o único modo que encontram para acalmar o coração é rezando.
Somos os gritos dos torturados por exigirem seus direitos. Somos os desesperados pela próxima loucura, pela próxima dose de formas idiotas de conseguir outra solução.
Queremos mais que dar algumas moedas aos mendigos e para as crianças que passam pelos vagões dos trens velhos pedindo com as mãos pequenas, enquanto os olhos imploram apenas uma oportunidade, quem sabe apenas breves momentos de ser criança, de ser inocente e de poder sonhar com um futuro diferente.
Hipócritas! Fingem não escutar os gritos de sofrimento do povo humilde, que não suportam mais ser esquecidos pelos que deveriam zelar pelo bem estar deles .

(By Milla Sousa)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

       A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. Com seus cabelos longos e negros soltos ao vento, em suas faces uma expressão de curiosidade ao olhar para a movimentação das pessoas ao seu redor. Não resistindo mais apenas olha-la sentei-me silenciosamente, até reunir coragem e pergunta-la.
       - O que tanto olha nesse parque? – Fez-se um silêncio entre nós, pensei então que minha pergunta não obteria resposta alguma. Mas calmamente sorrindo e me apontando um casal respondeu.
       -Veja aquele casal, andam de mãos dadas e se olham de uma forma carinhosa um para o outro. – Sorriu – O que você vê ali?
       - Que eles se amam. – Chutei  confuso com a pergunta.
       - Amor não existe, é uma fuga da realidade, uma fantasia para muitos e para outros são máscaras de docilidade para a hipocrisia que tanto querem esconder.
      - Como pode dizer isso?! - Esbravejei indignado
      - Observe aquele outro casal- apontando para um casal jovem- O namorado dela agora deve estar dizendo que a ama- sorriu novamente e olhando-me nos olhos disse- porém todas as noites das sextas ao separarem-se ele corre para os braços de outra. – Não satisfeita com apenas uma comparação, apontou para um casal de idosos que estavam sentados perto dos escorregadores. - Este senhor assim como o outro diz que a ama, porém sempre a deixa para jogar. Ainda acredita em amor?
      Fiquei por um momento pensativo. Então depois de chegar calmamente a uma conclusão, disse quase em um sussurrar.
      - Compreendo o seu modo de ver com relação ao amor, porém assim como tudo na vida existem os dois lados da moeda. Veja novamente aquele casal de idosos - virando-me para os bancos perto dos escorregadores e apontando - Com certeza, antes de encontra-la, ele também tenha dito que amava a muitas, assim como ela também o fez. Porém quando se encontraram e decidiram se unir conheceram de perto ao decorrer dos anos os dois lados da moeda.
      - Os dois lados da moeda?- perguntou com os olhos cor de mel, arregalados de curiosidade - Como assim?
      -Assim como existe o bem e o mal, o baixo e o alto- Fiz uma breve pausa  e continuei sorrindo- existe o amor e o ódio, e por estarem sempre junto é que permitem que a, maioria dos casais consigam vencer as dificuldades da vida a dois. Não estou dizendo que viveram felizes para sempre, porém apesar das brigas, das lágrimas e até mesmo dos jogos e outras atividades, um não se vê sem o outro a vida toda.
     - Mentira! - disse sufocando um grito - O que você me diz então dos casais que se separam? Dos filhos que se rebelam contra os pais? Dos pais que abandonam os filhos?
      Percebi que começava a chover, quando uma pequena gota cristalina tocou meu rosto, então olhando no fundo dos olhos daquela garota, sorri  e respondi com toda convicção.
      - Que uma das partes ou ambas escolheram apenas um lado da moeda. - Senti naquele momento que ainda havia uma réstia de dúvida, porém um dia um alguém me disse que a vida se encarregava de ensinar a todos nós a diferença entre o amor e o ódio. Então partir tranquilamente.
      Depois desse dia nunca mais vi aquela garota, sentada no parque novamente.

                                          (BY Milla Sousa)